Se você já começou a estudar inglês e sente que “entende as palavras”, mas na hora de falar trava, fica montando frase na cabeça ou parece que sua fala sai “picotada”, essa lição é pra você.
Aqui o professor bate numa ideia que muita gente entende errado: fluência não é saber todas as palavras e nem “falar perfeito”. Fluência vem de fluir: falar de forma contínua, sem embaraço mental, sem ficar traduzindo do português para o inglês a cada frase. É por isso que às vezes você conhece bastante vocabulário, mas ainda assim não soa natural — porque a cabeça está tentando montar o inglês com as peças do português.
1) Fluência é ritmo, não é “falar rápido”
Um dos pontos mais fortes dessa lição é o ritmo. O professor explica que, quando a gente fala, não diz palavra por palavra com “espaço” entre elas (isso seria um robô). Na fala real, uma palavra entra na outra e a frase pode soar como uma “palavra grande”.
E tem mais: no inglês, algumas palavras recebem mais destaque (as batidas, como numa música). Essas batidas ajudam você a manter um padrão de fala constante, sem acelerar ou desacelerar o tempo todo.
Ele usa frases do material (página 12) com palavras sublinhadas para marcar onde a batida cai. A lógica é simples: você não precisa tentar “controlar tudo” ao mesmo tempo. Primeiro, treina o ritmo e as batidas — e depois vai preenchendo o resto.
2) Como treinar: comece pelo “esqueleto” da frase
Uma dica prática que vale ouro aqui é o método de treino por camadas:
- Fale só as palavras sublinhadas, mantendo o ritmo.
Ex.: one – work – sun (como se fossem três batidas constantes). - Depois, vá acrescentando palavras aos poucos, sem destruir o ritmo:
- I – want – work – sun
- I want to work – sun
- I want to work with – son
- I want to work with my son
Esse treino faz você parar de “soletrar” a frase e começar a falar como fala de verdade: em blocos.
3) “Ligar” palavras é parte do inglês real
Outro ponto didático: o professor mostra que a fala natural depende de encostar o final de uma palavra no começo da outra, sem “buraco” no meio.
Isso muda muito a sonoridade. É aí que começam a aparecer sons que parecem “estranhos” para quem está acostumado com português — mas que são exatamente o que dá naturalidade no inglês.
A ideia é: não é que você está “falando errado”. Você está aprendendo a falar do jeito que a língua funciona quando está fluindo.
4) Imitação: o atalho mais honesto para pronúncia
Ele também reforça um ponto que muita gente evita por vergonha: imitar é essencial.
Na sua língua mãe (português), você “fala da alma”, sem imitar conscientemente. Mas no inglês, o caminho é outro: você precisa reproduzir o som que está ouvindo — não a sua ideia do que acha que deveria soar.
E isso exige duas coisas:
- Concentração (de verdade, prestando atenção nos detalhes)
- Perder a vergonha (porque algumas posições de boca e sons parecem “ridículos” no começo)
Um exemplo bem direto que ele dá é: não adianta repetir “do seu jeito” e chamar isso de pronúncia. Pronúncia melhora quando você imita o que escuta, mesmo que pareça estranho no início.
5) Ouvir “seletivamente” (em vez de só “escutar tudo de uma vez”)
Aqui entra uma técnica muito prática para quem sempre sente que o inglês vira um “bolo” incompreensível:
Em vez de tentar entender tudo ao mesmo tempo, você separa o treino em focos:
- Foco 1: entonação (subir e descer do tom)
- Foco 2: sons estranhos (aqueles que aparecem muito e você ainda não domina)
- Depois, em lições futuras, entra o foco em sons parecidos (diferenciar o que parece igual, mas não é)
Isso é poderoso porque seu cérebro para de entrar em pânico com “muita informação” e começa a organizar o que ouve.
6) O que fazer depois de ver esse vídeo
Se você quiser sair da teoria e sentir melhora real:
- Pegue duas ou três frases do material (as com sublinhado).
- Treine só a batida por 1 minuto.
- Depois preencha as palavras devagar, sem perder o ritmo.
- Ouça um trecho curto e tente imitar exatamente (tom, pausa, ligação de palavras).
- Repita até sua boca “aceitar” o movimento sem esforço.
O objetivo não é perfeição — é fluência, ou seja, fazer o inglês começar a sair sem travar.
No final, a lição ainda explica que as lições pares (4, 6, 8…) funcionam como um “manual de sobrevivência” dentro do curso: são lições mais explicativas, para ajustar base e técnica, e depois você volta com mais material e prática nas próximas.
Áudio:
PDF: Lesson 04 – Lição 04. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.
Observação do professor Andrew Abrahamson:
“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”
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