Curso de Inglês Online Grátis, por Andrew Abrahamson: Vídeo 08 – Lesson 6 

Na Lição 6, a proposta é te entregar uma virada de chave que muita gente demora meses (ou anos) para perceber: entender inglês falado não é “entender tudo”. É entender o suficiente para acompanhar a conversa com naturalidade — e isso acontece porque o cérebro trabalha com atalhos inteligentes: ele usa contexto, identifica palavras-chave, segue o ritmo do idioma e vai preenchendo o resto por dedução.

Se você já tentou ouvir inglês e pensou “eu não entendo nada”, isso é normal. Quando o idioma chega “em bloco” no seu ouvido, parece um barulho contínuo. O erro comum é tentar resolver isso do jeito mais cansativo: tentando captar cada palavra, uma por uma, como se fosse legenda. Só que conversa não funciona assim — nem em português. Em português, você também não fica processando palavra por palavra; você entende pelo assunto, pelo tom, pelo que vem antes e pelo que faz sentido naquele momento.

Nesta lição, o professor organiza essa ideia em quatro pilares que, juntos, explicam grande parte do que te faz “pegar” ou “não pegar” uma fala em inglês:

1) Contexto: sem assunto, você fica “cego”

Contexto é o tema, a situação, o cenário. É o que define o que é provável e o que é improvável numa conversa. Se você sabe que o assunto é “trabalho”, seu cérebro já fica esperando palavras como work, job, boss, office, today, tomorrow. Se o assunto é “restaurante”, você espera menu, water, coffee, bill, order.

E aqui entra uma coisa importantíssima: contexto reduz a quantidade de possibilidades. Quando você ouve uma frase com uma palavra que você não conhece, mas o contexto está claro, muitas vezes você entende o sentido geral mesmo sem traduzir. Isso é exatamente o que acontece quando você está conversando com alguém e não pega uma palavra em português por causa de barulho: você ainda entende a frase porque o assunto “segura” o significado.

Como treinar contexto no dia a dia:

  • Antes de dar play no áudio/vídeo, pergunte: “sobre o que isso vai falar?”
  • Mesmo que você não entenda tudo, force sua mente a responder: “isso é sobre trabalho, sobre comida, sobre rotina, sobre tempo/clima…”
  • Quanto mais rápido você identifica o assunto, mais fácil fica acompanhar.

2) Ritmo: inglês não é “robô”, é música

O inglês tem um ritmo próprio. Em vez de falar “cada palavra separadinha”, o idioma flui em blocos, com batidas (palavras mais fortes) e partes mais fracas (palavras que passam mais rápido). É por isso que, quando você tenta ouvir inglês com a expectativa de “cada palavra bem pronunciada”, você se frustra: a fala real gruda uma coisa na outra.

O professor usa a ideia das frases com partes sublinhadas (nas lições anteriores) justamente para treinar isso: você aprende a perceber onde está a “batida” da frase — e a batida é o que organiza a sua escuta.

Como treinar ritmo sem se enrolar:

  • Em vez de repetir frase “palavra por palavra”, repita como se fosse uma unidade, respeitando a batida.
  • Treine primeiro o pedaço principal (o que “carrega sentido”) e depois encaixe o resto, mantendo o fluxo.
  • Se você fala como robô, você perde o ritmo — e aí fica difícil até para você mesmo entender o que disse.

3) Palavras-chave: você não precisa ouvir tudo para entender

Esse é o ponto mais poderoso da lição: numa conversa, você não entende porque ouviu “todas as palavras”. Você entende porque pegou as palavras-chave.

O professor dá um exemplo excelente em português com a frase “Eles querem falar inglês” e mostra como, dependendo da situação, a palavra-chave pode ser eles, ou querem, ou falar, ou inglês. A conversa real funciona assim: o contexto decide o que é mais importante, e a entonação (o “subir” da voz) ajuda a destacar aquilo que importa.

Na prática, isso explica por que às vezes você ouve uma frase inteira e só pega 2 ou 3 palavras… e mesmo assim entende. O cérebro junta:

  • tema (contexto)
  • pistas do tom/entonação
  • palavras fortes (palavras-chave)
    e completa o resto.

Como treinar palavras-chave:

  • Ouça um trecho curto e tente responder: “quais 2 ou 3 palavras eu realmente peguei?”
  • Depois pergunte: “com essas palavras e com o contexto, o que isso provavelmente significa?”
  • Repita o mesmo trecho e veja se, na segunda ou terceira vez, novas palavras começam a “aparecer”.

Um detalhe importante: quem aprende só pelo “inglês de livro” costuma querer captar cada detalhe, e isso trava. O objetivo aqui é desenvolver uma escuta mais “solta”, que pega o essencial e entende o resto por dedução.

4) Pensar em inglês: lubrificar a mente (sem inventar frases gigantes)

Muita gente ouve “pense em inglês” e imagina que precisa ficar formando discursos complexos na cabeça. Não é isso. O ponto é parar de depender do português como intermediário.

Quando você traduz, você cria um atraso: primeiro entende em português, depois tenta “converter” para inglês. O resultado é embaraço mental, trava e perda de fluidez. A solução sugerida é simples e prática: exercitar sua mente para funcionar em inglês em pequenas doses, para “lubrificar o mecanismo”.

Você pode começar com:

  • uma palavra que você lembra (work, house, today, tomorrow)
  • uma combinação curta (I want…, I go…, I like…)
  • uma frase mínima (I want coffee. I go tomorrow. I like this.)

O segredo é a constância: momentos curtos ao longo do dia, em vez de tentar “pensar bonito” e travar.

Exemplos de treino rápido (sem pressão):

  • Na fila, no ônibus, andando na rua:
    • today… work… home…
    • I want… coffee…
    • tomorrow… I go…
  • Olhando objetos ao redor:
    • this… house…
    • that… car…
    • my… phone…

Não precisa estar perfeito — o objetivo é fazer a engrenagem girar.


Como usar esta lição na prática (um mini-plano de treino)

Para essa aula render de verdade, vale seguir um método simples:

  1. Antes do vídeo: defina o contexto
    • “Hoje vou treinar escuta pensando em contexto/ritmo/palavras-chave.”
  2. Durante o vídeo: não tente “entender tudo”
    • Tente identificar as palavras-chave quando o professor enfatiza o ponto.
  3. Depois do vídeo (5–10 minutos): faça um exercício rápido
    • Pegue uma frase curta e tente ouvir duas vezes:
      • Primeira vez: só para pegar o contexto e 2 palavras-chave
      • Segunda vez: para perceber mais detalhes e repetir com ritmo
  4. Ao longo do dia (1–2 minutos cada vez): “pensar em inglês”
    • Pequenos pensamentos curtos, sem tradução, só para acostumar.

Por que essa lição ajuda tanto quem “empaca” na escuta

Porque ela muda o alvo. Em vez de você achar que precisa:

  • entender 100%,
  • traduzir tudo,
  • ouvir palavra por palavra,

você passa a treinar o que realmente funciona:

  • contexto,
  • ritmo,
  • palavras-chave,
  • pensamento direto em inglês.

Com isso, seu ouvido começa a “parar de brigar” com o idioma. O inglês deixa de ser um bloco de sons e vira uma fala com estrutura, com batidas e com partes mais importantes. É esse tipo de treino que acelera a sensação de progresso — especialmente quando você está no começo e acha que “não sai do lugar”.

PDF: Lesson 06 – Lição 06. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.

Observação do professor Andrew Abrahamson:

“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”

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