Neste vídeo, o Andrew fecha a “introdução gratuita” do curso com um bloco muito prático: como falar sobre quantidade, como usar “palavras turbo” (very), e como falar horas do jeito certo em inglês (incluindo o’clock, AM/PM e a entonação correta em “What time is it?”).
Ele insiste em duas ideias que aparecem o tempo todo no curso:
- Isso é um código sonoro: você tem que treinar com ouvido e repetição.
- Não traduza português para inglês: o caminho “largo” parece fácil, mas te leva para frases erradas.
Abaixo está a explicação organizada por tópicos (didática, sem “inventar moda”).
1) Quantificadores de quantidade: some / any (a mesma ideia, mas em contextos diferentes)
Ele começa lembrando que quantidade é um grupo essencial de qualificadores, porque você usa isso o dia inteiro: comida, tempo, dinheiro, objetos, etc.
some
- Usado principalmente em frases afirmativas:
- “Tem algum… / eu quero um pouco de…”
- Ex.: some coffee (um pouco de café)
any
- Usado em frases negativas e perguntas:
- Negativo: “não tenho nenhum… / não quero nenhum…”
- Pergunta: “você quer algum…?”
- Ex.: Do you have any…? / I don’t have any…
Ele ainda diz uma coisa importante: não perca sono com isso no começo, porque é comum confundir e trocar. Mas ele quer que você entenda a regra correta para treinar do jeito certo.
2) “Nenhum / nenhuma”: no / none (a ideia de zero)
Depois ele acrescenta uma forma ainda mais “seca” de negar quantidade:
- nenhum tempo
- nenhum dinheiro
- nenhuma comida
- nenhum futuro
(na transcrição aparece como “no” / “none”, mas a ideia central é: zero, nada.)
O ponto dele é: você precisa ter no seu arsenal uma forma clara de dizer “não há nada / nenhum”.
3) Much x Many: “muito” muda conforme o tipo de coisa
Aqui ele entra num ponto que confunde brasileiro:
- much → para quantidade (coisas não contáveis: tempo, água, dinheiro, etc.)
- many → para número (coisas contáveis, plural: carros, pessoas, dias, etc.)
E ele dá a lógica pelo ouvido (igual português):
- Você não fala “muito carros” em português → você fala “muitos carros”.
- E você não fala “muitos tempo” → você fala “muito tempo”.
Ou seja: a língua exige combinação certa.
Então você precisa treinar:
- much + “quantias”
- many + “números/contáveis”
4) Expressões prontas de quantidade: a lot, a few, a little
Ele apresenta expressões que são equivalentes ao nosso “um monte”, “um bocado”, “uma porção”:
a lot (of)
Funciona para quantidades e também para números:
- “um monte de tempo”
- “um monte de dinheiro”
- “um monte de carros”
a few
- “poucos” (normalmente para contáveis)
a little
- “um pouquinho de” (normalmente para quantidade)
A recomendação dele é a mesma: treinar pelo ouvido e associar com exemplos reais.
5) Combinações: criando “mais quantidades” com o que você já sabe
Depois que você domina o “kit” básico (some/any + much/many + a lot + a few/a little), ele mostra que dá para combinar e aumentar o repertório:
- any more (muito comum em pergunta/negação: “mais algum?” / “não mais”)
- more and more (cada vez mais)
- many more (muito mais em número)
- a lot more (muito mais em quantidade)
A ideia: se você tiver as peças na cabeça, você “monta” sem travar.
6) “Very” NÃO é “muito” de quantidade: é “palavra turbo” (intensificador)
Aqui está uma parte central do vídeo.
Ele diz: você já aprendeu “muito” como quantidade (much/many/a lot).
Mas existe outro “muito” em inglês que não tem a ver com quantidade. É um turbo para dar força a um adjetivo:
- very = intensifica adjetivo
(ex.: “muito velho”, “muito caro”, “muito triste” etc.)
Ele usa uma analogia boa: “turbo no motor”.
Você não está dizendo “muita quantidade”. Você está deixando o adjetivo mais forte.
E ele compara com o português falado:
- “super cansado”
- “super triste”
- “super caro”
- “super feliz”
Very faz esse papel: não é “muito dinheiro”, é “muito + adjetivo”.
E ele bate numa instrução prática:
não confundir “very” com much/many.
7) Perguntar horas: “What time is it?” e a entonação certa
Ele entra na frase clássica de perguntar a hora e chama atenção para um erro de ritmo/entonação.
A ideia é:
- Se você destaca a palavra errada (como se estivesse perguntando “o que é it?”), vira outra intenção.
- Para perguntar hora, a palavra-chave é time.
Então, sua entonação precisa apontar para “time”.
8) Dizer horas: não é “são três horas” — é “it’s…”
Aqui ele dá uma correção típica para brasileiros:
Em português: “são três horas”.
No inglês ensinado aqui: você fala como “a hora é…”:
- It’s three o’clock.
E ele diz que o o’clock é para horas cheias (uma, duas, três… até doze).
Depois ele comenta que existe a forma “quarter past / half past”, mas ele não quer ensinar isso agora porque gera confusão — o objetivo aqui é você conseguir falar a hora olhando para o relógio (principalmente o digital) e falando os números.
9) AM e PM: o inglês usa 1–12 duas vezes
Ele explica a lógica:
- Em português, a gente usa 13, 18, 20, 23 horas.
- No inglês, você usa 1 a 12 duas vezes:
- AM (antes do meio-dia)
- PM (depois do meio-dia)
Isso é necessário para evitar confusão tipo:
- “chego às 5” → 5 da manhã ou 5 da tarde?
Então, no inglês, você define com AM/PM (ou pelo contexto).
10) Fechamento: repetição e frames
No fim ele reforça:
- Treinar números
- Treinar frames
- Repetir muito (andar falando, como o exemplo do pai dele com cartões no bolso)
- Focar no que está sublinhado (ritmo e palavras-chave)
E ele encerra dizendo que esse bloco fecha as primeiras lições da parte gratuita e que, com isso, você já tem uma base bem grande do que precisa para seguir.
PDF: Lesson 09 – Lição 09. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.
Observação do professor Andrew Abrahamson:
“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”
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