Nesta lição, o Andrew amarra duas coisas ao mesmo tempo:
- Um pedaço “escondido” de linguística (morfemas) para você entender e adivinhar palavras novas com mais facilidade.
- Vocabulário e frases do dia a dia, com foco em objetos, verbos e expressões comuns.
A ideia central é: idiomas são códigos de sons que carregam significado. E uma das formas mais poderosas de expandir o seu inglês não é decorar “palavra por palavra”, e sim aprender a reconhecer pedaços de significado dentro das palavras.
1) O que são morfemas (do jeito que ele quer que você entenda)
Morfema = a menor parte de uma língua que tem significado.
- Às vezes um morfema é uma palavra inteira (ex.: cat, happy, true).
- Às vezes é um pedacinho que não funciona sozinho, mas muda o significado (ex.: -s do plural, un- de negação, -ly).
O Andrew insiste numa coisa: o segredo dos morfemas é significado.
Ou seja: você não está estudando linguística “pra virar professor”. Você está aprendendo isso para entender mais rápido o que ouviu/leu, mesmo quando não conhece a palavra inteira.
2) Raiz + afixos: a lógica que faz você “adivinhar” palavras
Aqui entra a parte prática.
Raiz (root)
É o “núcleo” com o sentido principal. Exemplos que ele cita na aula:
- true (verdadeiro)
- happy (feliz)
- valid (válido)
- cat (gato)
Afixos
São pedacinhos que se “grudam” na raiz e mudam o significado.
Prefixo vem antes da raiz:
- un- + happy → unhappy (não feliz / infeliz)
- un- + true → untrue (não verdadeiro)
Sufixo vem depois da raiz:
- cat + -s → cats (plural)
- slow + -ly → slowly (de forma lenta)
A sacada é: se você conhece a raiz, você já tem “metade do caminho”.
Mesmo que você nunca tenha visto a palavra inteira, dá para deduzir o rumo do significado.
Ele dá um exemplo bem claro em português:
Se você conhece “feliz”, quando aparece “infeliz”, você entende porque a raiz está lá e o prefixo muda o sentido.
3) Exemplo-chave da aula: “sleeve” → “sleeveless”
Aqui ele faz você sentir o método na prática.
- sleeve = manga (da camisa)
- Aí ele coloca variações:
- long sleeve (manga comprida)
- short sleeve (manga curta)
E depois vem o “pulo do gato”:
- Se você já sabe sleeve, então sleeveless vira dedutível.
Ele explica assim (em essência):
- less é “menos / faltando”
- então sleeveless = “com menos manga / sem manga”
Ou seja: você não precisa travar. Você reconhece a raiz, percebe o afixo e mata a palavra pelo contexto.
4) “Glass” / “glasses” / “sunglasses”: por que confunde e como destravar
Essa parte é muito útil porque ele mostra como uma palavra pode carregar mais de um uso, dependendo do contexto.
- glass pode ser:
- vidro (material)
- e também aparece em contextos de objeto (um copo de vidro)
- glasses:
- pode ser copos (em certos contextos)
- mas é muito comum como óculos, porque historicamente vem de algo como “vidros do olho” (ele comenta essa ideia de forma bem didática)
E aí entra um exemplo perfeito de morfema/combinação:
- sun + glasses → sunglasses = óculos de sol
De novo: você entende porque a base está lá (glasses) e o prefixo “sun” qualifica.
5) Outros objetos da Lesson 28 (vocabulário do dia a dia)
A lição também vai “enchendo a caixa de ferramentas” com objetos comuns:
- contact lenses (lentes de contato) — aparece no plural como ele fala.
- battery (bateria) — ele comenta que em inglês vira tudo “battery”, e a diferença vem pela qualificação (car battery etc.).
- TV (abreviação de television).
- package (pacote) e também o verbo to package (empacotar).
- course (curso / percurso) — ele destaca que em inglês é a mesma palavra e isso confunde.
- schedule (agenda / programação / tabela de horários)
Ele reforça a pronúncia (com som de “sk-”) e dá exemplos do tipo:- weekly schedule
- monthly schedule
- flight schedule
- study schedule
E lembra que existe também o verbo: to schedule (agendar).
- idea (ideia)
- experience (experiência) — ele faz um alerta de uso/entendimento pelo contexto.
- garden / gardener
Ele usa esse exemplo para reforçar sufixo:- garden (jardim)
- gardener (jardineiro)
E puxa a comparação com português (quem trabalha com aquilo).
- lady (dama; exemplo: first lady)
- college (faculdade) — ele alerta para não confundir com “colégio” do português.
- hospital (ele comenta a pronúncia comum no fluxo da fala).
- anger (raiva como substantivo/objeto)
- try (tentativa como substantivo/objeto também)
6) Verbos principais da aula (com o que eles realmente significam no uso)
Aqui a lição entra forte em verbos cotidianos.
6.1) To try (tentar / experimentar)
Ele fala que “experimentar” existe, mas que o uso mais comum para nós no dia a dia é tentar.
- passado: tried
Além disso, ele comenta o uso jurídico:
- to try a case (julgar um caso)
- trial (julgamento)
6.2) To meet (encontrar / conhecer pela primeira vez)
Esse é um ponto importante do Andrew:
- meet é “encontrar” no sentido de se encontrar / se reunir
- e também é “conhecer” no sentido de conhecer alguém pela primeira vez.
Ele contrasta com “know”:
- to know = conhecer no sentido de “eu já conheço / eu sei quem é”
- to meet = o momento do “prazer, conheci agora”.
6.3) To lie (mentir) vs. To lie down (deitar)
Ele alerta para a confusão clássica:
- to lie = mentir
passado: lied
Mas existe a expressão:
- to lie down = deitar-se
Ele diz que crianças confundem no começo, então você só precisa ficar atento ao contexto e à presença do “down”.
6.4) To change (mudar / trocar / alterar)
Ele reforça que é um verbo “de vida real”: mudanças acontecem o tempo todo.
- passado: changed
E ele menciona que “change” também vira substantivo:
- changes = mudanças
Ele também dá exemplos bem práticos:
- change my clothes (trocar de roupa)
- “change” pode ser trocar coisas, mudar de lugar, fazer alterações etc.
7) “Pair of…” (par de…) e a observação sobre “pants”
Ele destaca que pair (par) é muito útil e aparece sempre com of:
- pair of shoes
- pair of pants
E ele comenta a ideia do inglês tratar “pants” como algo de duas pernas (então aparece com “pair”).
8) Adjetivos e qualificadores do fim da aula
Aqui ele fecha com alguns “qualificadores” e comparações.
Angry (com raiva)
Ele chama atenção para a forma “certa” de dizer:
- angry é o adjetivo (raivoso / com raiva no uso)
- e anger é o substantivo (raiva)
A ideia do Andrew aqui é: não traduzir literalmente “com raiva” do português, e sim aprender o jeito natural do inglês (adjetivo).
Even / Not even
Ele mostra o uso de “even” muito comum em frase:
- not even = “nem sequer”
- not even ready
- I don’t even care
Comparativos
Ele revisa comparativos e superlativos:
- good → better → the best
- bad → worse → the worst
9) Expressão: “behind schedule” (atrasado na agenda)
Esse é um exemplo ótimo de como o inglês “monta” significado por combinação:
- behind (atrás)
- schedule (programação / agenda)
- behind schedule = atrasado em relação ao planejado / à programação
É atraso do tipo “cronograma”, não só “cheguei tarde”.
10) Fechamento da lição: repetição (“frames”) e automatização
No final ele volta no ponto que ele martela desde o começo do curso:
- O segredo é repetição.
- Você precisa ter as frases e estruturas “prontas” para sair naturalmente.
- Se você não repete, você trava procurando palavra por palavra.
Ele basicamente diz: se você quer “falar com velocidade e naturalidade”, tem que repetir até virar automático — como ele descreve com os “papelzinhos” e treino constante.
PDF: Lesson 28 – Lição 28. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.
Observação do professor Andrew Abrahamson:
“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”
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