1) O tema central da Lesson 31: significado não é “uma coisa fixa”
O Andrew abre a lição dizendo que agora o foco é “ciência do significado” (semântica), ligada diretamente aos morfemas (pedaços de som com significado). A ideia é simples:
- Você não aprende inglês só decorando sons.
- Você aprende quando entende o que um som/forma “faz” (o efeito de significado).
- E, principalmente, quando para de supor que “parece português = é igual português”.
Ele dá princípios para você carregar como regra mental, porque isso evita erro sério na vida real.
2) Seis princípios de significado (a parte “Language Study”)
(1) Não existem sinônimos exatos
Duas palavras podem “parecer” iguais no dicionário, mas não são intercambiáveis 100% do tempo.
Exemplo que ele usa:
- truth = verdade
- verity = também pode significar “verdade”, mas não entra nos mesmos lugares.
Você pode dizer: - He spoke the truth. ✅
Mas “soaria errado/estranho” dizer: - He spoke the verity. ❌ (não é a forma normal)
Moral: em inglês, sinônimo raramente é “troca livre”. Quase sempre muda registro, contexto, tom ou construção.
(2) Não existe equivalência exata entre idiomas
Mesmo quando a palavra “tem tradução”, o campo de uso é diferente.
Isso é uma das maiores fontes de erro:
- traduzir “literal”
- confiar em palavra parecida (falso cognato)
- achar que o português e o inglês “recortam o mundo” do mesmo jeito
Moral: inglês não é português com palavras trocadas.
(3) Ambiguidade existe em toda língua
Nenhuma língua é “perfeita”. E um efeito comum disso é a brincadeira com palavras (em inglês, pun).
Moral: o idioma não é um sistema matemático. Às vezes a forma permite dupla interpretação — e isso é normal.
(4) Significados mudam com o tempo (história da língua)
Ele dá exemplos clássicos:
- kid originalmente = “filhote de cabra”
e virou uso comum para “criança”. - gay já significou “alegre/animado” (inclusive aparece assim em contextos antigos), e depois mudou de uso.
Moral: palavra tem “história”. E quando você aprende inglês real, você aprende também essas mudanças.
(5) Palavras têm “áreas” de significado, não um ponto único
Ele insiste nessa imagem: não é um “ponto exato”, é uma área (um campo).
Exemplo:
- I love my wife.
- I love apples.
Mesma palavra (love) cobrindo áreas bem diferentes.
Moral: não trate palavra como “1 significado fechado”. Trate como zona de uso.
(6) Palavras revelam cultura
Algumas coisas fazem sentido numa cultura e não em outra. Se o objeto/conceito não existe no cotidiano, a palavra não “encaixa” do mesmo jeito.
Moral: entender inglês inclui aceitar que idioma carrega cultura.
3) Vocabulário de “objetos” da Lesson 31 (com observações úteis)
Aqui ele volta ao método do curso: encher o repertório de coisas concretas.
letter
Pode ser:
- letter = carta (uma carta que você escreve)
- letter = letra do alfabeto (A, B, C…)
O ponto é: a mesma forma pode ter usos bem diferentes (área de significado!).
concert / stadium
- concert = show / concerto
- stadium = estádio
(Objetos/lugares comuns de vida real.)
napkin / hat / gift / present
- napkin = guardanapo
- hat = chapéu/boné (genérico)
- gift = presente (como “algo dado”)
- present = presente (palavra muito comum; ele comenta que vem do latim e também aparece como “presente” no sentido geral)
Dica prática: os dois (gift/present) podem ser “presente”, mas em inglês real você vai ver present o tempo todo; gift também é comum, mas tem um “tom” de coisa dada/dádiva em vários contextos.
kiss
Ele chama atenção para a pronúncia: é kiss (não “quis” em português).
reporter / interview / story / history
- reporter = repórter
- interview = entrevista (muita gente “engole” o T e soa mais “intervyu” na fala rápida)
- story = história no sentido de “relato/uma história contada”
- history = história no sentido de “História (passado, disciplina, fatos históricos)”
Regra de ouro:
- Tell me a story. (conto/relato)
- I like history. (História como área/estudo/passado)
soap (e o alerta “soap x soup”)
- soap = sabão / sabonete (inglês costuma juntar e você especifica: hand soap, face soap, etc.)
- soup = sopa
A pronúncia muda totalmente e confunde brasileiro.
4) Bloco “casamento”: palavras que parecem iguais em PT, mas NÃO são
Aqui a lesson fica muito boa porque é exatamente o tipo de coisa que dá erro de tradução.
marriage x wedding
- marriage = casamento como instituição/estado (“o casamento deles dura anos”, “o marriage vai bem/mal”)
- wedding = o evento/cerimônia (“vou ao wedding”, “perdi o wedding”)
Exemplo mental:
- “O casamento deles está indo bem” → marriage
- “O casamento (festa/cerimônia) foi ontem” → wedding
bride / bridegroom / fiancé(e)
Ele explica que em inglês há distinções de “fase”:
- bride = noiva (no dia do casamento / contexto do casamento)
- bridegroom (muitas vezes encurtam na prática para groom) = noivo (no dia do casamento)
- fiancé (e fiancée, em usos tradicionais) = noivo/noiva no período “antes do casamento” (noivado)
A ideia é: o inglês separa melhor “evento” e “período” com vocabulário.
garter
Ele cita como item cultural de casamento americano:
- garter = liga (tradicionalmente ligada a meias; hoje muitas vezes decorativa e aparece em brincadeira/tradição de casamento)
ring / vows
- ring = anel/argola em geral; você especifica: wedding ring
- vows = votos/juramentos do casamento (não “voto eleitoral”)
5) Verbs da Lesson 31 (os mais úteis do cotidiano)
tell → told (irregular)
- tell = contar / dizer para alguém
- passado: told
Muito usado com “pronomes objeto”:
- Tell me. / Tell him. / Tell us.
E aparece muito com futuro falado: - I’m gonna tell you…
sign → signed (regular)
Ele frisa um ponto cultural/prático:
- Em inglês, sign é “assinar colocando seu nome”.
Não é “assinar revista/jornal” do jeito que o português usa (no inglês isso vira mais “subscribe”).
Exemplos:
- Sign here.
- Did you sign the document?
borrow x lend (um par essencial)
Esse par é obrigatório dominar:
- borrow = pegar emprestado (eu pego de alguém)
geralmente com from- Can I borrow your bike?
- lend = emprestar (eu dou emprestado para alguém)
geralmente com to- Can you lend me some money? / The bank lent me money.
E o passado de lend:
- lend → lent (irregular)
Dica rápida:
- borrow = vem pra mim
- lend = vai pro outro
dirty x clean (verbo e adjetivo)
Ele trabalha os dois como ação e como qualidade:
- to dirty = sujar
- dirty = sujo
- to clean = limpar
- clean = limpo
Exemplos:
- Did you clean your room?
- I have to clean the kitchen.
6) Preposições/posições e “palavras de lugar” (muito importantes)
Ele insiste: muita gente até “fala ok”, mas trava no básico de posição.
behind
- behind = atrás
inside / outside (morfema “side”)
Ele mostra a lógica morfológica:
- inside = lado de dentro (mais específico que só “in”)
- outside = lado de fora
Exemplo:
- Go inside.
against (múltiplos usos)
- encostar: “against the wall”
- ser contra: “I’m against it”
- competir: “against another person/team”
7) Adjetivos importantes do dia a dia
- wrong = errado
- right = correto (e também “direita”, mas aqui ele puxa o sentido de correto)
- healthy = saudável
- full = cheio
- empty = vazio
8) Sun / Shade / Shadow + adjetivos derivados (morfemas funcionando)
Aqui ele faz uma mini-aula excelente sobre “mesma base, sentidos diferentes”.
sun
- sun = sol
shade x shadow
- shade = sombra como “abrigo do sol / lugar mais fresco”
- shadow = a sombra projetada (a “forma” que te acompanha / sombra na parede)
E daí vêm adjetivos por sufixo:
- sunny = ensolarado
- shady = com sombra / sombreado (no sentido físico de “tendo shade”)
- bright = muito claro / brilhante (muito sol/luz)
9) Expressões (idioms) e padrões úteis
“one” que NÃO é número
Isso é muito comum no inglês:
- Which one? = qual (deles)?
- This one. = este aqui
- The big one. = o grande
Ele reforça: não é contagem, é “o escolhido / o referido”.
Estações do ano
- summer, fall/autumn, winter, spring
(“Fall” é muito usado nos EUA.)
parking space
Ele monta a expressão:
- parking lot = estacionamento (área)
- parking space = a vaga (o espaço específico)
Ex.: That’s my parking space.
turn into
- turn into = transformar-se em
Ex.: It turned into a problem. / The caterpillar turns into a butterfly.
go back / come back
- go back = voltar (ir de volta)
- come back = voltar (vir de volta)
A direção importa (ir x vir).
made in the shade
Expressão: algo “fácil demais”, “tranquilo”, como se tivesse sido feito no conforto da sombra.
(have) nothing to do with
- It has nothing to do with me.
= não tem nada a ver comigo.
take turns
- take turns = revezar / ir por turnos / “um de cada vez”
Muito comum com criança, fila, jogos etc.
10) Comparativos e superlativos com morfemas: -er / -est
Agora entra a gramática prática: comparar com sufixo.
Caso 1: adjetivos curtos (geralmente 1 sílaba, muitos de 2 sílabas também)
- old → older → oldest
- I am older than Peter.
- John is the oldest.
- happy → happier → happiest
- Jane is happier than Mary.
- Jane is the happiest.
Perceba que em happy muda o final:
- happy → happi + er/est → happier / happiest
Caso 2: adjetivos longos (3 sílabas ou mais, em geral)
Aí a forma natural é:
- more / most
Ex.: - more beautiful / the most beautiful
Ele comenta que gente até inventa “beautifuler / beautifulest”, mas isso fica “infantil/errado” no padrão.
E também existe less / least
- less = menos (comparativo)
- least = o menos (superlativo)
11) Letras do alfabeto (pronúncia)
Ele fecha passando o alfabeto para situações em que você precisa soletrar.
Ponto interessante:
- Z pode ser zee (muito comum nos EUA)
- no Canadá e em outros lugares você pode ouvir zed
12) Como estudar essa lesson do jeito que o Andrew quer (sem enrolação)
Se você quiser transformar a Lesson 31 em resultado rápido, faça assim:
- Pegue 10 palavras da lista (objetos + verbos) e crie 1 frase real por palavra.
- Para borrow/lend, faça 5 frases alternando (borrow from / lend to).
- Para inside/outside/behind/against, pegue um objeto da sua casa e descreva a posição em voz alta.
- Treine story vs history com 4 frases (2 de cada).
- Faça 6 comparações usando -er/-est e 6 usando more/most.
Isso te dá “automatização” — que é o objetivo do curso.
PDF: Lesson 31 – Lição 31. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.
Observação do professor Andrew Abrahamson:
“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”
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