“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

Apresentação de Memórias Póstumas de Brás Cubas escrito por Machado de Assis

Em 1881, Machado de Assis lançou aquele que seria um divisor de águas não só em sua obra, mas na literatura brasileira: Memórias póstumas de Brás Cubas. Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo.

Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre de Memórias póstumas de Brás Cubas, misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. Com o tempo, no entanto, o defunto autor que dedica sua obra ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver tornou-se um dos personagens mais populares da nossa literatura. Sua história, uma celebração do nada que foi sua vida, foi transformada em filmes, peças e HQs, e teve incontáveis edições no Brasil e no mundo, conquistando admiradores que vão de Susan Sontag a Woody Allen.

Esta edição de Memórias póstumas de Brás Cubas reproduz o prólogo do próprio autor à terceira edição do livro, em que ele responde às dúvidas dos primeiros leitores. Traz ainda prefácio de Hélio de Seixas Guimarães, professor livre-docente na USP e pesquisador do CNPq, e estabelecimento de texto e notas de Marta de Senna, cocriadora e editora da revista eletrônica Machado de Assis em Linha, e Marcelo Diego, pesquisador da obra de Machado na Universidade Princeton.

A editora disponibiliza um trecho como degustação em pdf, mas você também pode lê-lo logo abaixo.

 

Índice / Sumário do livro Memórias póstumas de Brás Cubas

Prefácio — por Hélio de Seixas Guimarães

Nota sobre o texto

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Dedicatória
Prólogo
Ao leitor
i. Óbito do autor
ii. O emplasto
iii. Genealogia
iv. A ideia fixa
v. Em que aparece a orelha de uma senhora
vi. Chimène, qui l’eût dit? Rodrigue, qui l’eût cru?
vii. O delírio
viii. Razão contra sandice
ix. Transição
x. Naquele dia
xi. O menino é pai do homem
xii. Um episódio de 1814
xiii. Um salto
xiv. O primeiro beijo
xv. Marcela
xvi. Uma reflexão imoral
xvii. Do trapézio e outras cousas
xviii. Visão do corredor
xix. A bordo
xx. Bacharelo‑me
xxi. O almocreve
xxii. Volta ao Rio
xxiii. Triste, mas curto
xxiv. Curto, mas alegre
xxv. Na Tijuca
xxvi. O autor hesita
xxvii. Virgília?
xxviii. Contanto que…
xxix. A visita
xxx. A flor da moita
xxxi. A borboleta preta
xxxii. Coxa de nascença
xxxiii. Bem‑aventurados os que não descem
xxxiv. A uma alma sensível
xxxv. O caminho de Damasco
xxxvi. A propósito de botas
xxxvii. Enfim!
xxxviii. A quarta edição
xxxix. O vizinho
xl. Na sege
xli. A alucinação
xlii. Que escapou a Aristóteles
xliii. Marquesa, porque eu serei marquês
xliv. Um Cubas!
xlv. Notas
xlvi. A herança
xlvii. O recluso
xlviii. Um primo de Virgília
xlix. A ponta do nariz
l. Virgília casada
li. É minha!
lii. O embrulho misterioso
liii. …….
liv. A pêndula
lv. O velho diálogo de Adão e Eva
lvi. O momento oportuno
lvii. Destino
lviii. Confidência
lix. Um encontro
lx. O abraço
lxi. Um projeto
lxii. O travesseiro
lxiii. Fujamos!
lxiv. A transação
lxv. Olheiros e escutas
lxvi. As pernas
lxvii. A casinha
lxviii. O vergalho
lxix. Um grão de sandice
lxx. D. Plácida
lxxi. O senão do livro
lxxii. O bibliômano
lxxiii. O luncheon
lxxiv. História de D. Plácida
lxxv. Comigo
lxxvi. O estrume
lxxvii. Entrevista
lxxviii. A presidência
lxxix. Compromisso
lxxx. De secretário
lxxxi. A reconciliação
lxxxii. Questão de botânica
lxxxiii. 13
lxxxiv. O conflito
lxxxv. O cimo da montanha
lxxxvi. O mistério
lxxxvii. Geologia
lxxxviii. O enfermo
lxxxix. In extremis
xc. O velho colóquio de Adão e Caim
xci. Uma carta extraordinária
xcii. Um homem extraordinário
xciii. O jantar
xciv. A causa secreta
xcv. Flores de antanho
xcvi. A carta anônima
xcvii. Entre a boca e a testa
xcviii. Suprimido
xcix. Na plateia
c. O caso provável
ci. A revolução dálmata
cii. De repouso
ciii. Distração
civ. Era ele!
cv. Equivalência das janelas
cvi. Jogo perigoso
cvii. Bilhete
cviii. Que se não entende
cix. O filósofo
cx. 31
cxi. O muro
cxii. A opinião
cxiii. A solda
cxiv. Fim de um diálogo
cxv. O almoço
cxvi. Filosofia das folhas velhas
cxvii. O Humanitismo
cxviii. A terceira força
cxix. Parêntesis
cxx. Compelle intrare
cxxi. Morro abaixo
cxxii. Uma intenção mui fina
cxxiii. O verdadeiro Cotrim
cxxiv. Vá de intermédio
cxxv. Epitáfio
cxxvi. Desconsolação
cxxvii. Formalidade
cxxviii. Na Câmara
cxxix. Sem remorsos
cxxx. Para intercalar no capítulo cxxix
cxxxi. De uma calúnia
cxxxii. Que não é sério
cxxxiii. O princípio de Helvetius
cxxxiv. Cinquenta anos
cxxxv. Oblivion
cxxxvi Inutilidade
cxxxvii. A barretina
cxxxviii. A um crítico
cxxxix. De como não fui ministro d’Estado
cxl. Que explica o anterior
cxli. Os cães
cxlii. O pedido secreto
cxliii. Não vou
cxliv. Utilidade relativa
cxlv. Simples repetição
cxlvi. O programa
cxlvii. O desatino
cxlviii. O problema insolúvel
cxlix. Teoria do benefício
cl. Rotação e translação
cli. Filosofia dos epitáfios
clii. A moeda de Vespasiano
cliii. O alienista
cliv. Os navios do Pireu
clv. Reflexão cordial
clvi. Orgulho da servilidade
clvii. Fase brilhante
clviii. Dous encontros
clix. A semidemência
clx. Das negativas

Cronologia

Outras leituras

 

Trecho da obra Memórias póstumas de Brás Cubas

Ao leitor

Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, cousa é que admira e consterna.³ O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata‑se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi‑a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei‑lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.

Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos cousas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago‑me da tarefa; se te não agradar, pago‑te com um piparote, e adeus.

Brás Cubas

 

Nota ³: No prefácio da segunda edição (1853) de sua obra De l’amour (1822), escrito em 1834, Stendhal (1783‑1842) diz ter escrito o livro para cem leitores.

 

I. Óbito do autor

Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta‑‑feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava — uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um
daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova:

— Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.

Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram‑me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, a filha — um lírio do vale — e… Tenham paciência! Daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem‑se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo
chão, convulsa. Nem o meu óbito era cousa altamente dramática… Um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá‑lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.

— Morto! morto! — dizia consigo.

E a imaginação dela, como as cegonhas que um ilustre viajante viu desferirem o voo desde o Ilisso às ribas africanas, sem embargo das ruínas e dos tempos — a imaginação dessa senhora também voou por sobre os destroços presentes até às ribas de uma África juvenil… Deixá‑la ir; lá iremos mais tarde; lá iremos quando eu me restituir aos primeiros anos. Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estrídulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro‑lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer. De certo ponto em diante chegou a ser deliciosa. A vida estrebuchava‑me no peito, com uns ímpetos de vaga marinha, esvaía‑se‑me a consciência, eu descia à imobilidade física e moral, e o corpo fazia‑se‑me planta, e pedra, e lodo, e cousa nenhuma.

Morri de uma pneumonia; mas se lhe disser que foi menos a pneumonia, do que uma ideia grandiosa e útil, a causa da minha morte, é possível que o leitor me não creia, e todavia é verdade. Vou expor‑lhe sumariamente o caso. Julgue‑o por si mesmo.

 

Nota ⁴: O narrador alude ao ato iii, cena i da peça Hamlet, de William Shakespeare: “The undiscovered country, from whose bourn/ No traveller returns” [O país misterioso de cujas fronteiras nenhum viajante retorna].
Nota ⁵: As cegonhas do Ilisso figuram no livro Itinerário de Paris a Jerusalém (1811), de Chateaubriand. A viagem das cegonhas consta no primeiro capítulo, “Viagem à Grécia”, e também no canto xv de sua obra Os mártires. Na Grécia antiga, o Ilisso era um rio divinizado, na região da Ática, que atravessava a cidade de Atenas e desaguava no golfo Sarônico, ao sul do Pireu.

 

II. O emplasto

Com efeito, um dia de manhã, estando a passear na chácara, pendurou‑se‑me uma ideia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer as mais arrojadas cabriolas de volatim, que é impossível crer. Eu deixei‑me estar a contemplá‑la. Súbito, deu um grande salto, estendeu os braços e as pernas, até tomar a forma de um X: decifra‑me ou devoro‑te.

Essa ideia era nada menos que a invenção de um medicamento sublime, um emplasto anti‑hipocondríaco, destinado a aliviar a nossa melancólica humanidade. Na petição de privilégio que então redigi, chamei a atenção do governo para esse resultado, verdadeiramente cristão. Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos. Agora, porém, que estou cá do outro lado da vida, posso confessar tudo: o que me influiu principalmente foi o gosto de ver impressas nos jornais, mostradores, folhetos, esquinas, e enfim nas caixinhas do remédio, estas três palavras: Emplasto Brás Cubas. Para que negá‑lo? Eu tinha a paixão do arruído, do cartaz, do foguete de lágrimas. Talvez os modestos me arguam esse defeito; fio, porém, que esse talento me hão de reconhecer os hábeis. Assim, a minha ideia trazia duas faces, como as medalhas, uma virada para o público, outra para mim. De um lado, filantropia e lucro; de outro lado, sede de nomeada. Digamos: — amor da glória.

Um tio meu, cônego de prebenda inteira, costumava dizer que o amor da glória temporal era a perdição das almas, que só devem cobiçar a glória eterna. Ao que retorquia outro tio, oficial de um dos antigos terços de infantaria, que o amor da glória era a cousa mais verdadeiramente humana que há no homem, e, conseguintemente, a sua mais genuína feição.

Decida o leitor entre o militar e o cônego; eu volto ao emplasto.

 

Resenha/Comentário sobre Memórias póstumas de Brás Cubas

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=saJAcvW2BFw[/embedyt]
Por Tatiana Feltrin. (24/05/15)

 

Drummond rejeitava Machado de Assis. Ele não era o único.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=6JX6r_r4FZc[/embedyt]
O pesquisador Hélio de Seixas Guimarães, da FFLCH-USP, lê trechos de obras de Drummond, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa e comenta como os autores receberam a obra de Machado de Assis, romancista central na tradição literária brasileira. Canal Pesquisa Fapesp (25/11/19).

 

AUDIOLIVRO: “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=auGW–jNJV4[/embedyt]
Canal ibamendes.

 

Além de Memórias póstumas de Brás Cubas, a Companhia das Letras e a Penguin editaram também outro clássico da literatura ocidental: Ilíada, de Homero.

Deixe um comentário

Políticas de Privacidade

Atualizada em 06-fev-2024.

A sua privacidade é importante para nós. É política do site Quarentena.org respeitar a sua privacidade em relação a qualquer informação sua que possamos coletar no site Quarentena.org.

Trabalhamos com base na Lei de Proteção de Dados (13.709/2018) que traz garantias de privacidade, confidencialidade, retenção, proteção aos direitos fundamentais de liberdade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa. Além disso, respeitamos a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14).

Solicitamos informações pessoais apenas quando realmente precisamos delas para lhe fornecer um serviço. Fazemo-lo por meios justos e legais, com o seu conhecimento e consentimento. Também informamos por que estamos coletando e como será usado.

Deixamos claro o motivo que estamos coletando e como será usado, pois tudo é feito para correta administração geral.

Não armazenamos informações de identificação pessoal, muito menos, compartilhamos publicamente ou com terceiros, exceto por determinação judicial.

O nosso site pode ter links para sites externos que não são operados por nós. Diante disto, não nos responsabilizamos por danos de terceiros. Esteja ciente de que não temos controle sobre o conteúdo e práticas de sites de terceiros e não podemos aceitar responsabilidade por suas respectivas políticas de privacidade.

Na qualidade de consumidor, você é livre para recusar a nossa solicitação de informações pessoais, entendendo que talvez não possamos fornecer alguns dos serviços desejados.

O uso continuado de nosso site será considerado como aceitação de nossas práticas em torno de privacidade e informações pessoais. Se você tiver alguma dúvida sobre como lidamos com dados do usuário e informações pessoais, entre em contato conosco através do nosso formulário.

Nossa política é atualizada de forma constante.

Fica, desde já, o titular de dados ciente que o conteúdo desta Política de Privacidade pode ser alterado a critério do site Quarentena.org, independente de aviso ou notificação. Em caso de alteração, as modificações produzem todos os efeitos a partir do momento da disponibilização no site.

O site Quarentena.org não se responsabiliza caso você venha utilizar seus dados de forma incorreta ou inverídica, ficando excluído de qualquer responsabilidade neste sentido.

 

Compromisso do Usuário

O usuário se compromete a fazer uso adequado dos conteúdos e da informação que o site Quarentena.org oferece e com caráter enunciativo, mas não limitativo:

  • A) Não se envolver em atividades que sejam ilegais ou contrárias à boa fé e à ordem pública;
  • B) Respeito a todas as legislações nacionais ou internacionais em que o Brasil é signatário;
  • C) Não difundir propaganda ou conteúdo de natureza racista, xenofóbica, casas de apostas, jogos de sorte e azar, qualquer tipo de pornografia ilegal, de apologia ao terrorismo ou contra os direitos humanos;
  • D) Não causar danos aos sistemas físicos (hardwares) e lógicos (softwares) do site Quarentena.org, de seus fornecedores ou terceiros, para introduzir ou disseminar vírus informáticos ou quaisquer outros sistemas de hardware ou software que sejam capazes de causar danos anteriormente mencionados;
  • E) Os conteúdos publicados, possuem direitos autorais e de propriedade intelectual reservados, conforme estabelece a Lei de Direitos Autorais n. 9.610, de 19.2.1998 do Governo Federal Brasileiro e correlatas. Qualquer infringência, serão comunicados às autoridades competentes.

 

Direitos do titular de dados

O titular de dados pessoais possui o direito de solicitar do site Quarentena.org, através do canal específico de tratamento, a qualquer momento, mediante requisição formal, informações referentes aos seus dados.

Os pedidos serão analisados conforme previsto em legislação vigente dentro de um prazo de 14 dias, salvo determinação legal e/ou objeto de lei.

Os titulares de dados, segundo o texto da LGPD, podem exercer os seus direitos por meio de:

  • Confirmação da existência de tratamento;
  • Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto nesta Lei;
  • Informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • Informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;

 

Como exercer os seus direitos de titular de dados?

  • Para as demais solicitações em relação aos direitos do titular de dados pessoais, entre em contato conosco através do nosso formulário;

 

Mais informações

Esperamos que esteja esclarecido e, como mencionado anteriormente, se houver algo que você não tem certeza se precisa ou não, geralmente é mais seguro deixar os cookies ativados, caso interaja com um dos recursos que você usa em nosso site.

O site Quarentena.org empregará esforços para resguardar as informações e dados coletados do usuário pelo site. Todavia, considerando que não há meio de transmissão e retenção de dados eletrônicos plenamente eficaz e seguro, o site Quarentena.org não pode assegurar que terceiros não-autorizados não logrem êxito no acesso indevido, eximindo-se de qualquer responsabilidade por danos e prejuízos decorrentes da conduta de terceiros, ataques externos ao site como: vírus, invasão ao banco de dados, vícios ou defeitos técnicos, assim como operacionais resultante da utilização do site e em razão de falhas de conexão.