Curso de Inglês Online Grátis, por Andrew Abrahamson: Vídeo 10 – Lesson 9 (part A)

Neste vídeo, o Andrew fecha a “introdução gratuita” do curso com um bloco muito prático: como falar sobre quantidade, como usar “palavras turbo” (very), e como falar horas do jeito certo em inglês (incluindo o’clock, AM/PM e a entonação correta em “What time is it?”).

Ele insiste em duas ideias que aparecem o tempo todo no curso:

  1. Isso é um código sonoro: você tem que treinar com ouvido e repetição.
  2. Não traduza português para inglês: o caminho “largo” parece fácil, mas te leva para frases erradas.

Abaixo está a explicação organizada por tópicos (didática, sem “inventar moda”).


1) Quantificadores de quantidade: some / any (a mesma ideia, mas em contextos diferentes)

Ele começa lembrando que quantidade é um grupo essencial de qualificadores, porque você usa isso o dia inteiro: comida, tempo, dinheiro, objetos, etc.

some

  • Usado principalmente em frases afirmativas:
    • “Tem algum… / eu quero um pouco de…”
    • Ex.: some coffee (um pouco de café)

any

  • Usado em frases negativas e perguntas:
    • Negativo: “não tenho nenhum… / não quero nenhum…”
    • Pergunta: “você quer algum…?”
    • Ex.: Do you have any…? / I don’t have any…

Ele ainda diz uma coisa importante: não perca sono com isso no começo, porque é comum confundir e trocar. Mas ele quer que você entenda a regra correta para treinar do jeito certo.


2) “Nenhum / nenhuma”: no / none (a ideia de zero)

Depois ele acrescenta uma forma ainda mais “seca” de negar quantidade:

  • nenhum tempo
  • nenhum dinheiro
  • nenhuma comida
  • nenhum futuro
    (na transcrição aparece como “no” / “none”, mas a ideia central é: zero, nada.)

O ponto dele é: você precisa ter no seu arsenal uma forma clara de dizer “não há nada / nenhum”.


3) Much x Many: “muito” muda conforme o tipo de coisa

Aqui ele entra num ponto que confunde brasileiro:

  • much → para quantidade (coisas não contáveis: tempo, água, dinheiro, etc.)
  • many → para número (coisas contáveis, plural: carros, pessoas, dias, etc.)

E ele dá a lógica pelo ouvido (igual português):

  • Você não fala “muito carros” em português → você fala “muitos carros”.
  • E você não fala “muitos tempo” → você fala “muito tempo”.

Ou seja: a língua exige combinação certa.
Então você precisa treinar:

  • much + “quantias”
  • many + “números/contáveis”

4) Expressões prontas de quantidade: a lot, a few, a little

Ele apresenta expressões que são equivalentes ao nosso “um monte”, “um bocado”, “uma porção”:

a lot (of)

Funciona para quantidades e também para números:

  • “um monte de tempo”
  • “um monte de dinheiro”
  • “um monte de carros”

a few

  • “poucos” (normalmente para contáveis)

a little

  • “um pouquinho de” (normalmente para quantidade)

A recomendação dele é a mesma: treinar pelo ouvido e associar com exemplos reais.


5) Combinações: criando “mais quantidades” com o que você já sabe

Depois que você domina o “kit” básico (some/any + much/many + a lot + a few/a little), ele mostra que dá para combinar e aumentar o repertório:

  • any more (muito comum em pergunta/negação: “mais algum?” / “não mais”)
  • more and more (cada vez mais)
  • many more (muito mais em número)
  • a lot more (muito mais em quantidade)

A ideia: se você tiver as peças na cabeça, você “monta” sem travar.


6) “Very” NÃO é “muito” de quantidade: é “palavra turbo” (intensificador)

Aqui está uma parte central do vídeo.

Ele diz: você já aprendeu “muito” como quantidade (much/many/a lot).
Mas existe outro “muito” em inglês que não tem a ver com quantidade. É um turbo para dar força a um adjetivo:

  • very = intensifica adjetivo
    (ex.: “muito velho”, “muito caro”, “muito triste” etc.)

Ele usa uma analogia boa: “turbo no motor”.
Você não está dizendo “muita quantidade”. Você está deixando o adjetivo mais forte.

E ele compara com o português falado:

  • “super cansado”
  • “super triste”
  • “super caro”
  • “super feliz”

Very faz esse papel: não é “muito dinheiro”, é “muito + adjetivo”.

E ele bate numa instrução prática:
não confundir “very” com much/many.


7) Perguntar horas: “What time is it?” e a entonação certa

Ele entra na frase clássica de perguntar a hora e chama atenção para um erro de ritmo/entonação.

A ideia é:

  • Se você destaca a palavra errada (como se estivesse perguntando “o que é it?”), vira outra intenção.
  • Para perguntar hora, a palavra-chave é time.

Então, sua entonação precisa apontar para “time”.


8) Dizer horas: não é “são três horas” — é “it’s…”

Aqui ele dá uma correção típica para brasileiros:

Em português: “são três horas”.
No inglês ensinado aqui: você fala como “a hora é…”:

  • It’s three o’clock.

E ele diz que o o’clock é para horas cheias (uma, duas, três… até doze).

Depois ele comenta que existe a forma “quarter past / half past”, mas ele não quer ensinar isso agora porque gera confusão — o objetivo aqui é você conseguir falar a hora olhando para o relógio (principalmente o digital) e falando os números.


9) AM e PM: o inglês usa 1–12 duas vezes

Ele explica a lógica:

  • Em português, a gente usa 13, 18, 20, 23 horas.
  • No inglês, você usa 1 a 12 duas vezes:
    • AM (antes do meio-dia)
    • PM (depois do meio-dia)

Isso é necessário para evitar confusão tipo:

  • “chego às 5” → 5 da manhã ou 5 da tarde?

Então, no inglês, você define com AM/PM (ou pelo contexto).


10) Fechamento: repetição e frames

No fim ele reforça:

  • Treinar números
  • Treinar frames
  • Repetir muito (andar falando, como o exemplo do pai dele com cartões no bolso)
  • Focar no que está sublinhado (ritmo e palavras-chave)

E ele encerra dizendo que esse bloco fecha as primeiras lições da parte gratuita e que, com isso, você já tem uma base bem grande do que precisa para seguir.

PDF: Lesson 09 – Lição 09. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.

Observação do professor Andrew Abrahamson:

“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”

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