Curso de Inglês Online Grátis, por Andrew Abrahamson: Vídeo 23 – Lesson 28

Nesta lição, o Andrew amarra duas coisas ao mesmo tempo:

  1. Um pedaço “escondido” de linguística (morfemas) para você entender e adivinhar palavras novas com mais facilidade.
  2. Vocabulário e frases do dia a dia, com foco em objetos, verbos e expressões comuns.

A ideia central é: idiomas são códigos de sons que carregam significado. E uma das formas mais poderosas de expandir o seu inglês não é decorar “palavra por palavra”, e sim aprender a reconhecer pedaços de significado dentro das palavras.


1) O que são morfemas (do jeito que ele quer que você entenda)

Morfema = a menor parte de uma língua que tem significado.

  • Às vezes um morfema é uma palavra inteira (ex.: cat, happy, true).
  • Às vezes é um pedacinho que não funciona sozinho, mas muda o significado (ex.: -s do plural, un- de negação, -ly).

O Andrew insiste numa coisa: o segredo dos morfemas é significado.
Ou seja: você não está estudando linguística “pra virar professor”. Você está aprendendo isso para entender mais rápido o que ouviu/leu, mesmo quando não conhece a palavra inteira.


2) Raiz + afixos: a lógica que faz você “adivinhar” palavras

Aqui entra a parte prática.

Raiz (root)

É o “núcleo” com o sentido principal. Exemplos que ele cita na aula:

  • true (verdadeiro)
  • happy (feliz)
  • valid (válido)
  • cat (gato)

Afixos

São pedacinhos que se “grudam” na raiz e mudam o significado.

Prefixo vem antes da raiz:

  • un- + happyunhappy (não feliz / infeliz)
  • un- + trueuntrue (não verdadeiro)

Sufixo vem depois da raiz:

  • cat + -scats (plural)
  • slow + -lyslowly (de forma lenta)

A sacada é: se você conhece a raiz, você já tem “metade do caminho”.
Mesmo que você nunca tenha visto a palavra inteira, dá para deduzir o rumo do significado.

Ele dá um exemplo bem claro em português:
Se você conhece “feliz”, quando aparece “infeliz”, você entende porque a raiz está lá e o prefixo muda o sentido.


3) Exemplo-chave da aula: “sleeve” → “sleeveless”

Aqui ele faz você sentir o método na prática.

  • sleeve = manga (da camisa)
  • Aí ele coloca variações:
    • long sleeve (manga comprida)
    • short sleeve (manga curta)

E depois vem o “pulo do gato”:

  • Se você já sabe sleeve, então sleeveless vira dedutível.

Ele explica assim (em essência):

  • less é “menos / faltando”
  • então sleeveless = “com menos manga / sem manga”

Ou seja: você não precisa travar. Você reconhece a raiz, percebe o afixo e mata a palavra pelo contexto.


4) “Glass” / “glasses” / “sunglasses”: por que confunde e como destravar

Essa parte é muito útil porque ele mostra como uma palavra pode carregar mais de um uso, dependendo do contexto.

  • glass pode ser:
    • vidro (material)
    • e também aparece em contextos de objeto (um copo de vidro)
  • glasses:
    • pode ser copos (em certos contextos)
    • mas é muito comum como óculos, porque historicamente vem de algo como “vidros do olho” (ele comenta essa ideia de forma bem didática)

E aí entra um exemplo perfeito de morfema/combinação:

  • sun + glassessunglasses = óculos de sol

De novo: você entende porque a base está lá (glasses) e o prefixo “sun” qualifica.


5) Outros objetos da Lesson 28 (vocabulário do dia a dia)

A lição também vai “enchendo a caixa de ferramentas” com objetos comuns:

  • contact lenses (lentes de contato) — aparece no plural como ele fala.
  • battery (bateria) — ele comenta que em inglês vira tudo “battery”, e a diferença vem pela qualificação (car battery etc.).
  • TV (abreviação de television).
  • package (pacote) e também o verbo to package (empacotar).
  • course (curso / percurso) — ele destaca que em inglês é a mesma palavra e isso confunde.
  • schedule (agenda / programação / tabela de horários)
    Ele reforça a pronúncia (com som de “sk-”) e dá exemplos do tipo:
    • weekly schedule
    • monthly schedule
    • flight schedule
    • study schedule
      E lembra que existe também o verbo: to schedule (agendar).
  • idea (ideia)
  • experience (experiência) — ele faz um alerta de uso/entendimento pelo contexto.
  • garden / gardener
    Ele usa esse exemplo para reforçar sufixo:
    • garden (jardim)
    • gardener (jardineiro)
      E puxa a comparação com português (quem trabalha com aquilo).
  • lady (dama; exemplo: first lady)
  • college (faculdade) — ele alerta para não confundir com “colégio” do português.
  • hospital (ele comenta a pronúncia comum no fluxo da fala).
  • anger (raiva como substantivo/objeto)
  • try (tentativa como substantivo/objeto também)

6) Verbos principais da aula (com o que eles realmente significam no uso)

Aqui a lição entra forte em verbos cotidianos.

6.1) To try (tentar / experimentar)

Ele fala que “experimentar” existe, mas que o uso mais comum para nós no dia a dia é tentar.

  • passado: tried

Além disso, ele comenta o uso jurídico:

  • to try a case (julgar um caso)
  • trial (julgamento)

6.2) To meet (encontrar / conhecer pela primeira vez)

Esse é um ponto importante do Andrew:

  • meet é “encontrar” no sentido de se encontrar / se reunir
  • e também é “conhecer” no sentido de conhecer alguém pela primeira vez.

Ele contrasta com “know”:

  • to know = conhecer no sentido de “eu já conheço / eu sei quem é”
  • to meet = o momento do “prazer, conheci agora”.

6.3) To lie (mentir) vs. To lie down (deitar)

Ele alerta para a confusão clássica:

  • to lie = mentir
    passado: lied

Mas existe a expressão:

  • to lie down = deitar-se

Ele diz que crianças confundem no começo, então você só precisa ficar atento ao contexto e à presença do “down”.

6.4) To change (mudar / trocar / alterar)

Ele reforça que é um verbo “de vida real”: mudanças acontecem o tempo todo.

  • passado: changed

E ele menciona que “change” também vira substantivo:

  • changes = mudanças

Ele também dá exemplos bem práticos:

  • change my clothes (trocar de roupa)
  • “change” pode ser trocar coisas, mudar de lugar, fazer alterações etc.

7) “Pair of…” (par de…) e a observação sobre “pants”

Ele destaca que pair (par) é muito útil e aparece sempre com of:

  • pair of shoes
  • pair of pants

E ele comenta a ideia do inglês tratar “pants” como algo de duas pernas (então aparece com “pair”).


8) Adjetivos e qualificadores do fim da aula

Aqui ele fecha com alguns “qualificadores” e comparações.

Angry (com raiva)

Ele chama atenção para a forma “certa” de dizer:

  • angry é o adjetivo (raivoso / com raiva no uso)
  • e anger é o substantivo (raiva)

A ideia do Andrew aqui é: não traduzir literalmente “com raiva” do português, e sim aprender o jeito natural do inglês (adjetivo).

Even / Not even

Ele mostra o uso de “even” muito comum em frase:

  • not even = “nem sequer”
    • not even ready
    • I don’t even care

Comparativos

Ele revisa comparativos e superlativos:

  • good → better → the best
  • bad → worse → the worst

9) Expressão: “behind schedule” (atrasado na agenda)

Esse é um exemplo ótimo de como o inglês “monta” significado por combinação:

  • behind (atrás)
  • schedule (programação / agenda)
  • behind schedule = atrasado em relação ao planejado / à programação

É atraso do tipo “cronograma”, não só “cheguei tarde”.


10) Fechamento da lição: repetição (“frames”) e automatização

No final ele volta no ponto que ele martela desde o começo do curso:

  • O segredo é repetição.
  • Você precisa ter as frases e estruturas “prontas” para sair naturalmente.
  • Se você não repete, você trava procurando palavra por palavra.

Ele basicamente diz: se você quer “falar com velocidade e naturalidade”, tem que repetir até virar automático — como ele descreve com os “papelzinhos” e treino constante.

PDF: Lesson 28 – Lição 28. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.

Observação do professor Andrew Abrahamson:

“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”

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