1) O que o Andrew reforça sobre morfemas
Ele retoma a definição prática:
- Morfema = pedaço de som que carrega significado.
A ênfase aqui é importante: a gente não estuda som por som. A língua é um sistema de comunicação, então forma (som/palavra) e significado andam juntos.
Ele também faz um “freio” realista:
- língua é um sistema muito complexo;
- existe ambiguidade;
- muita coisa parece “inconsistente”;
- isso não deve desanimar: o objetivo é dominar o uso, porque é isso que torna você eficiente na conversa.
Em resumo: morfemas ajudam você a perceber e deduzir sentido, mesmo quando não entende tudo.
2) Objetos e vocabulário: o inglês “cola palavras”
Nessa lição ele mostra vários exemplos em que o inglês faz muito “preto no branco”: ele junta duas palavras simples e cria uma nova.
Desk
Ele explica que desk é uma “superfície de trabalho” (mesa de estudos/escritório).
O alerta didático dele é: não fique tentando “traduzir ao pé da letra” criando mil categorias como em português; em inglês, desk é mais abrangente.
Draw / drawing
Ele menciona draw (verbo) e a relação com “puxar/sacar” (ex.: sacar uma arma) e também “desenhar”, mostrando que uma palavra pode ter usos diferentes — e o contexto manda.
Board e palavras com “board”
Ele usa “board” como exemplo de palavra que entra em combinações (tipo keyboard etc.), reforçando a ideia de morfemas/aditivos: duas bases juntas → uma nova ideia.
Bathroom x Restroom
Aqui tem um ponto cultural bem prático:
- bathroom: literalmente “sala de banho” (pode existir banheira/chuveiro, mas no uso comum também serve como “banheiro” em casa).
- restroom: “lugar de descanso” (uso muito comum em lugares públicos: restaurante, estação etc.).
Ele comenta que, se você pedir “bathroom” num lugar, podem entender, mas restroom é bem padrão em muitos contextos.
Bedroom
Ele reforça o padrão: bed + room → “quarto”.
Music x Song
Essa é uma diferença que pega muito brasileiro:
- music = música como área/arte/“música em geral”
- song = uma música específica, uma canção (“aquela música do Djavan”, por exemplo)
Ou seja: se você está falando de “essa música”, normalmente é song, não music.
Tip
Ele lembra que tip pode ser:
- gorjeta
- ponta (ponta da faca, do dedo, do iceberg etc.)
E ainda comenta que existem usos verbais também, mas o principal aqui é você perceber: uma mesma forma pode carregar sentidos diferentes.
Suit / swimsuit
Ele fala de suit como “traje” e dá o exemplo de swimsuit (traje de banho), reforçando como a língua cria palavras por combinação.
Ride
Ele liga “ride” à ideia de “carona/andar com outro meio” (não necessariamente “andar a pé”), com exemplos do cotidiano.
Pay
Ele traz pay como verbo essencial:
- pagar salário
- pagar alguém
- quitar uma dívida
E a ideia é: isso aparece o tempo todo em vida real, então vale treinar.
3) Verbos que confundem pelo som: wear x where
Ele chama atenção para wear (usar/vestir) e o som parecido com where (onde).
A dica é simples e muito verdadeira: não é pela palavra isolada, é pelo contexto.
4) O verbo “put”: básico e MUITO usado
Ele destaca put como um verbo do dia a dia (e comenta a “pegadinha” dele: o passado não muda, continua put).
O que ele está ensinando de verdade aqui é um método de treino:
- Você aprende o verbo “colocar” (put).
- Você junta com objetos (book, cup, hat, etc.).
- Você junta com posições/lugares (on, under, in, behind, beside…).
- Você treina como frase pronta.
Exemplos no espírito do que ele fala:
- put the book on the table
- put it under the desk
- put it in the box
- put it beside the cup
E ele insiste num detalhe importante: como em português a gente fala “põe ele / põe ela”, no inglês você tem que acostumar com:
- it (neutro, porque é objeto)
e com a lógica de posição: - on / under / behind / inside / outside / beside etc.
Isso é “chato”, mas é o que dá fluência: você não pensa mais, só sai.
5) “Stand”: dois sentidos principais que aparecem muito
Ele entra no verbo stand e explica que ele pode ser:
- ficar de pé (sentido físico)
- aguentar / suportar (sentido figurado: “não suporto isso”)
A sacada didática: muitas palavras em inglês têm um “núcleo” e depois expandem. Você não precisa decorar teoria — precisa ver exemplos e reconhecer.
6) Qualificadores de posição: “across” e “through” (e a lógica)
Ele volta ao tema “através” e reforça que o inglês tem escolhas diferentes dependendo da imagem mental:
- across: atravessar “de um lado ao outro” (superfície/linha geral)
- through: atravessar “pelo meio / por dentro” (túnel, fumaça, algo com interior)
A ideia é você visualizar, não traduzir.
7) “Up” não é só “em cima”: também é “seguir em frente”
Ele menciona que up tem o sentido de posição (“para cima”), mas também aparece em expressões com sentido de continuar / seguir adiante.
A mensagem prática: às vezes você abre o dicionário e vê um sentido “estranho”; essa lição confirma que muitos usos são idiomáticos e muito comuns.
8) “Everybody” e “anybody”: sentido + gramática que pega
Ele reforça:
- everybody = “todo mundo”
E lembra que, apesar de parecer plural, gramaticalmente funciona como singular: - everybody needs
- everybody wants
E ele começa a puxar a diferença com “anybody” (o vídeo dá sinais de que a próxima lição vai aprofundar isso).
9) “Whatever / wherever / whoever / whenever”: o morfema “-ever”
No final ele mostra um padrão muito útil:
- where → wherever
- what → whatever
- who → whoever
- when → whenever
Didaticamente, o que você tem aqui é:
- uma base de pergunta (where/what/who/when)
- um pedaço (“ever”) que dá ideia de “qualquer” / “não importa qual” dependendo do contexto.
10) Expressões muito comuns: “every other day” e “How old are you?”
Ele fecha a lição com duas ideias de “não traduzir literal”:
every other day
Em português: “dia sim, dia não”.
Em inglês: every other day (“cada outro dia”).
How old are you?
Em português: “quantos anos você tem?”
Em inglês: “quão velho você é?” (a forma correta é essa, mesmo que soe estranha se você traduzir).
E ele dá a dica de ouro: usar a expressão certa faz você “passar despercebido” como estrangeiro — porque você está usando o idioma do jeito natural.
11) A parte final: “better” e “gonna” como fala real (reduções)
Aqui ele entra na fala rápida do dia a dia.
“You better …”
Ele mostra a ideia de “é melhor você…”:
- “You better study.” = “É melhor você estudar (senão dá ruim).”
E ele observa que, na fala, “you better” pode ficar bem “colado”, soando quase como uma unidade.
“going to” → “gonna”
Ele explica que “going to” (futuro próximo/intenção) frequentemente vira:
- gonna
Exemplos do espírito da lição:
- I’m going to stop → I’m gonna stop
- I’m going to study → I’m gonna study
O ponto dele é direto:
- “gonna” pode não ser “bonito” pra gramática formal,
- mas é como as pessoas falam,
- e você precisa reconhecer isso pra entender conversa real.
Como estudar essa lição do jeito que ela pede (sem inventar moda)
O método que o Andrew está propondo, na prática, é:
- Reconhecer padrões de construção (bed+room, rest+room, swim+suit, -ever).
- Treinar verbos super frequentes com frames (put + objeto + posição).
- Parar de traduzir literal e aceitar “expressão pronta” (how old are you, every other day).
- Acostumar o ouvido com contrações e fala real (better, gonna).
PDF: Lesson 30 – Lição 30. Se preferir comprar a apostila impressa, clique aqui.
Observação do professor Andrew Abrahamson:
“A maioria das lições pares (2,4,6,8,10,12…) do livro são lições diferentes das demais, pois são todas em português com informações sobre linguística e como aprender um idioma e portanto não têm vídeo-aula correspondente já que o aluno pode simplesmente ler a lição.”
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